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JUROS: Taxas de DIs caem c/ dólar e à espera de BCs de EUA e Japão (amplia)

Acrescenta informações a partir do sexto parágrafo

São Paulo, 20 de setembro de 2016 - As taxas de juros futuras caíram
refletindo a queda do dólar no mercado brasileiro, influenciada pela
expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) vai
manter a política monetária do país inalterada amanhã. A espera pela
decisão do Banco do Japão (BoJ) também influenciou as taxas.

"Esperam que o Fed mantenha as taxas amanhã. Isso pegou o dólar, que
acabou influenciando os juros", comentou o chefe de renda fixa da Corretora
Mirae Asset, Olavo Souza. Segundo ele, além do Fed, o mercado também
demonstrou expectativa de que o Banco Central (BC) pode começar a cortar juros
em outubro.

De acordo com o economista do BCG Liquidez, Alfredo Barbutti, houve um
grande volume de operações de Tesouro Direto hoje, o que criou ruído nas
taxas mais curtas. O volume financeiro dos contratos de DI hoje foi alto, com o
contrato mais liquido registrando giro financeiro de R$ 46,558 bilhões.

Para Souza, influenciou também a queda dos juros hoje a indicação de que
o Congresso votará a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o
crescimento dos gastos no começo de outubro, o que indica movimentação do
governo "no sentido certo das reformas". A taxa do contrato de DI para janeiro
de 2018, a mais líquida do dia, caiu de 12,54% para 12,47%, enquanto a taxa
para janeiro de 2017 foi de 13,965% para 13,93%.

Para amanhã, as variáveis são muitas, afirma Barbutti, mas a tendência
dos juros é de queda. O mercado espera que o BoJ amplie a compra de ativos - o
que contribuiria para afrouxar a política monetária - e alguns apostam no
corte das taxas de juros. "Se o BoJ fizer algo no sentido de aumentar o QE
está enterrada a possibilidade de o Fed subir os juros à tarde. As taxas podem
cair mais", disse Souza.

Um BoJ ativo e um Fed neutro, diz Souza, já seria positivo para o mercado.
Barbutti aponta que um discurso mais hawkish - propenso ao aperto monetário
- vindo de Janet Yellen, mesmo sem nenhuma alteração no passo dos juros,
poderia impulsionar os juros futuros brasileiros.

"Um BoJ neutro deixa em aberto a possibilidade de o Fed subir o juros. E se
o Fed subir o juros, aí a barata voa. Isso pegaria o mercado de surpresa e
faria as taxas subirem", comenta Souza.

Camila de Lira / Agência CMA

Edição: Gustavo Nicoletta (g.nicoletta@cma.com.br)

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